Publicado por: leandromir | Maio 11, 2009

Para o inferno com tantos dedos,

Lugar escuro este de pedras e certezas,

Não me faça ouvir estes pobres enredos,

Nem a leviandade de tuas cruezas.

Ao inferno com tantos zunidos,

Atribule a tua alma, não a minha,

Os dias que estão para ti devem ser vividos,

Não encontrarás em mim a tua vinha.

Inferno é conviver com tantos olhos,

Olhos cegos de cimento,

Olhos que confundem alhos com bugalhos,

Cegueira de razão e moral na qual não há casamento.

Publicado por: leandromir | Maio 6, 2009

Utopia

Bendita utopia,

Pois esta nos aponta a sangria,

Mira o céu e nos convida a flutuar,

Flutua e deixa os materialistas a dançar.

Sonha com um mundo impossível,

Faz a roda da História girar,

Como se o mais louco desvario fosse crível,

Como se fosse possível um mundo sem chorar.

Utopistas perdem-se nos alvos,

Não nos sonhos,

Pois se estivéssemos salvos,

Não nos denunciariam nossos quadros tristonhos.

Caminho de fantasia?

Palavras sem realidade?

Não percebeis o teu anacronismo que se transforma em azia?

Nem ao menos tua barbaridade vestida de civilidade?

Pobres utopistas!

Publicado por: leandromir | Maio 5, 2009

O rio

Lá vai o rio,

Fluxo de vida e caminhos,

Correndo para o mar sem se imaginar tardio,

Atrasados estão somente os moinhos.

Águas tranquilas ou bravias,

Abraça aqueles que nelas se refugiam,

Imensidão de volume e energias,

Sem ti para onde iriam?

Vai e reflete em seu corpo o sol,

Foge e busca teus afluentes,

Busca o mar e ouve o rouxinol,

Porque para ti não existem concorrentes.

Publicado por: leandromir | Maio 4, 2009

Hoje, amanhã e depois (Nação Zumbi)

Publicado por: leandromir | Abril 7, 2009

Mais alguém com bom senso se apresenta?

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) sugeriu nesta segunda-feira um plebiscito para que a população decida se o Congresso Nacional deve ou não ser fechado. O discurso de Buarque aconteceu em Plenário. A idéia foi lançada como forma de protesto a mais uma crise que vem sendo enfrentada pelo Senado com a avalanche de denúncias que surgem sem parar. Para o senador, o plebiscito seria feito não só por causa das denúncias como também pela “inoperância” em que a casa se encontra por causa de interferência de outros poderes no Legislativo. Ele diz ainda que não vai retirar a idéia. “Deixo o povo comentar quem é a favor ou contra um plebiscito se deve ou não fechar o Congresso. Até porque as razões para fechar não são apenas as dos escândalos. São as razões da inoperância e são as razões do fato de que estamos hoje em uma situação de total disfunção, diante do poder, de um lado, das medidas provisórias do Executivo e, de outro, das medidas judiciais do Judiciário. Somos quase que irrelevantes”, diz ele.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/35498+cristovam+buarque+sugere+plebiscito+sobre+fechamento+do+congresso

Publicado por: leandromir | Abril 1, 2009

Ouro de tolo

Publicado por: leandromir | Março 2, 2009

A primazia da moral

Nada como um sim pré-estabelecido para organizar o caminho do ser humano. Indiscutível primazia esta a da moral como fonte inesgotável de verdades absolutas. Mesmo variando de acordo com o espaço e o tempo tudo que lhe concerne é a priori. Nem mesmo o efeito nocivo pintado como quadro histórico lhe faz corar as faces. Na função de organizar o caos que mesmo produz, se depara constantemente em um espelho com o que a constitui. E muitas vezes cala-se, barganha e torna a si mesma rainha de suas transformações.

Em seu papel aglutinador muitas vezes não conhece fronteiras mas nunca deixa de as estabelecer visto o caráter intrínseco de cartilha que possui. Falaciosa não tem estomâgo para tratar de si e nem de responder satisfatoriamente às urgências presentes, visto não possuir um caráter de mutação contínua frente ao que sempre muda e apresenta novas questões.

Falha pela rigidez num emaranhado de possibilidades. Outras vezes apresenta-se fora de lugar, não tendo sido chamada para tal ocasião. Sem saber para o que veio e calejada de exemplos históricos desmentindo o paraíso que promete. Eis a moral. Precisa no sonho mas sem os culhões da realidade. Pois estes últimos, são nossos.

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