Para o inferno com tantos dedos,
Lugar escuro este de pedras e certezas,
Não me faça ouvir estes pobres enredos,
Nem a leviandade de tuas cruezas.
Ao inferno com tantos zunidos,
Atribule a tua alma, não a minha,
Os dias que estão para ti devem ser vividos,
Não encontrarás em mim a tua vinha.
Inferno é conviver com tantos olhos,
Olhos cegos de cimento,
Olhos que confundem alhos com bugalhos,
Cegueira de razão e moral na qual não há casamento.