Como há um Sol,
Assim também há uma Lua,
Milhões de estrelas cantando em si bemol,
A cantata que deveria ser tua.
Assim como na floresta,
Há um leão a bailar em volta da loucura,
Uma selva a ricochetear vozes nuas,
E um sentido para transformar a vida em tua.
Mas o querer ainda desencontrado serpentea,
Pois no fim da estrada a parada estava cheia,
Não mais desculpas que fossem cerejas,
Nem mais ouvidos grudados em tua outrora benfazeja.