Bendita utopia,
Pois esta nos aponta a sangria,
Mira o céu e nos convida a flutuar,
Flutua e deixa os materialistas a dançar.
Sonha com um mundo impossível,
Faz a roda da História girar,
Como se o mais louco desvario fosse crível,
Como se fosse possível um mundo sem chorar.
Utopistas perdem-se nos alvos,
Não nos sonhos,
Pois se estivéssemos salvos,
Não nos denunciariam nossos quadros tristonhos.
Caminho de fantasia?
Palavras sem realidade?
Não percebeis o teu anacronismo que se transforma em azia?
Nem ao menos tua barbaridade vestida de civilidade?
Pobres utopistas!