Publicado por: leandromir | Maio 11, 2009

Para o inferno com tantos dedos,

Lugar escuro este de pedras e certezas,

Não me faça ouvir estes pobres enredos,

Nem a leviandade de tuas cruezas.

Ao inferno com tantos zunidos,

Atribule a tua alma, não a minha,

Os dias que estão para ti devem ser vividos,

Não encontrarás em mim a tua vinha.

Inferno é conviver com tantos olhos,

Olhos cegos de cimento,

Olhos que confundem alhos com bugalhos,

Cegueira de razão e moral na qual não há casamento.


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