Publicado por: leandromir | Janeiro 20, 2009

Um dia para a História

Seja para o bem ou para o mal todos dias carregam em si um pedaço de História. Mesmo que “nada” aconteça, sem dúvida, as coisas acontecem. Entretanto, alguns períodos ou datas específicas trazem uma carga simbólica muito grande. E é neste 20 de janeiro de 2009 que Barack Hussein Obama, negro e democrata, irá assumir a presidência dos EUA.

Barack Obama é o primeiro negro eleito presidente neste país marcado por uma história de intenso preconceito racial. Se fosse possível congelar a História este já seria um fato a se comemorar independente do que venha pela frente. A necessidade de se desarmar as almas de burrices seculares encontra neste dia uma grande vitória.

Sem dúvida, também não é menos importante  o fim do governo Bush. Sem muitas delongas o mundo irá agradecer por tal ator tão importante se retirar do palco do poder. Certas urgências batem à porta do recém eleito devido a anos de arrogância e mentiras do governo republicano. Guantánamo, Afeganistão, Iraque, crise econômica, rodada de Doha, negociações por acordos ambientais, entre outros, são alguns desses temas que sobraram de bandeja para Barack Obama.

Diante de tal cenário grave e sombrio no que concerne não só ao futuro da nação norte-americana mas também da humanidade, a esperança toma conta dos EUA, da mídia no mundo inteiro e também de pessoas espalhadas por todos os lugares do planeta. Entretanto, ainda que tenhamos um “novo imperador” só o tempo dirá qual será o alcance do que se arquitetou para que um desconhecido chegasse de forma tão avassaladora ao poder. Ser melhor do que Bush historicamente é óbvio mas não basta.

20 de janeiro de 2009: um dia para a História, para o mal ou para o bem, (in)dependente do que se espera ou não de Obama. (In)dependente do que ele fará daqui para frente. Good luck for us!

Publicado por: leandromir | Janeiro 8, 2009

Racionais Mc´s – A vida é desafio

Publicado por: leandromir | Dezembro 22, 2008

Silêncio sacro

Seria uma frase uma sentença absoluta?

Se o silêncio não anuncia a dúvida,

A espera,

O improvável.

Se do ar não se retiram os tons febris,

As ondas sonoras que não cessam de existir.

Pobre silêncio!

Escravo das divinas descobertas,

Das inúmeras possibilidades,

Do gênio descoberto e discutido,

Frágil magnitude de ausência.

Sacro silêncio,

Ausência que existe em outras esferas,

Silêncio de trevas e de luz.

Sem mais palavras ou inspiração,

Silêncio.

Publicado por: leandromir | Dezembro 9, 2008

Candy

Candy

I´ll tell what I know.Dreams. Interstellar story number 97.
Love is the only way of double hand to carry heavy trucks.
To fly, to go up, to scale, to cross…
The conceptual polarities disappear.
Who isn’t tired, doesn’t reach and doesn’t rest.

I am a mere salmist of meat, poetries and bone.
Nor so fantastic and nor so dispossessed.
Awarded solely.

This can be the start of any story.
However while there be life, will be unique.
Dated in the body, the soul and the spirit.

This is our tale, your gift and my heart.
I just do not have receipt of dreams.
But I have a box in my heart and memory.
Already, it turned to History.

Publicado por: leandromir | Novembro 14, 2008

Um veranico chamado esperança

Já se foi o tempo no qual havia esperança,

Agora o que resta é urgência,

Lá se vão as vigas do telhado protegendo a falsa bonança,

E sobrou-nos um imenso problema para o qual não temos equivalência.

Falta-nos o ar para respirar o futuro,

Degradaram-se todos as respostas prontas,

Acostumados que estamos à institucionalização do furo,

Que perdidos ficamos em nossas pobres contas.

Maravilhados com fórmulas imensas,

Com resultados datados historicamente a acabar,

Não vemos o abismo de licenças,

E nem o nosso estado de sonolência sem findar.

Publicado por: leandromir | Outubro 28, 2008

O mundo todo é um palco (parte 1) – Zeitgeist

Publicado por: leandromir | Outubro 27, 2008

Estranho espelho

Navegando nos reflexos da consciência,

Encontro esta estranha acompanhante,

Como se fosse uma sala de espelhos a minha existência,

E cada momento refletido a revelação de um instante.

No emaranhar de lembranças e quase certezas,

Um retrato ainda em formação e re-construção,

Deste ser incompleto de levezas,

Deste humano quase consciente do acompanhar que nem sempre reflete ação.

Estranho espelho este que te mira,

Estranha imagem que foge às verdades cotidianas,

Cristalizando em outra retina o que de repente nos ira,

Desnudando dias racionais de mentes insanas.

Põe-me a beber do teu cálice,

Ou despeja sobre mim teu cale-se.

Amaldiçoa-me com tua insistência,

E que se abra em borbotões a minha consciência.

Estranho espelho.

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